Negócios e impostos
Quanto cobrar por hora como freelancer
Monte o valor da sua hora somando custo de vida, custos do negócio, impostos, horas realmente faturáveis e a margem que sustenta o trabalho no longo prazo.
Informe seus dados
Parte do quanto você precisa ganhar por mês e chega ao valor da hora considerando só as horas realmente faturáveis.
O erro de dividir salário por horas do mês
A conta intuitiva pega o salário desejado e divide pelas horas de um mês de trabalho. Ela produz um valor baixo demais por dois motivos.
Primeiro, nem toda hora trabalhada é faturável. Prospecção, proposta, reunião de alinhamento, negociação, emissão de nota, cobrança, contabilidade e aprendizado consomem tempo que ninguém paga diretamente.
Segundo, o freelancer não tem os benefícios embutidos no salário. Férias, décimo terceiro, FGTS, previdência, plano de saúde e os dias em que ficou doente sem faturar precisam estar no valor da hora.
Uma hora faturada precisa pagar as horas não faturadas e a ausência de rede de proteção.
O que somar antes de dividir
Custo de vida. O que você precisa retirar por mês para viver.
Custos do negócio. Equipamento e sua reposição, software, internet, coworking, contabilidade, cursos, deslocamento.
Provisões. Férias, décimo terceiro equivalente, previdência, reserva de emergência e período sem contrato.
Impostos. Dependem do regime e da atividade. Apure a carga efetiva que se aplica ao seu caso; não use percentuais genéricos.
Margem. O que sobra além de tudo isso. Sem margem, você tem um emprego mal remunerado, não um negócio.
Some tudo e divida pelas horas efetivamente faturáveis do mês, não pelas horas disponíveis. A proporção de horas faturáveis costuma ser bem menor que a esperada, e medi-la por algumas semanas vale mais que estimá-la.
Preço por hora ou por projeto
Cobrar por hora vincula seu ganho ao tempo gasto e pune a eficiência: quanto melhor você fica, menos ganha pelo mesmo entregável.
Cobrar por projeto vincula o preço ao valor entregue e transfere para você o risco de estimativa. Exige escopo escrito, número de revisões definido e cláusula sobre o que acontece quando o escopo muda.
Cobrar por retainer mensal dá previsibilidade aos dois lados e reduz o tempo gasto em prospecção, que é justamente a hora não faturável mais cara.
O valor por hora continua útil mesmo quando você cobra por projeto: é a régua para saber se o projeto valeu a pena depois de entregue.
Ajustes que a planilha não faz
Urgência, complexidade, risco, exclusividade e o porte do cliente justificam preços diferentes para o mesmo trabalho.
Cliente que paga tarde tem custo financeiro. Peça sinal, defina prazo de pagamento em contrato e considere multa por atraso.
Registre o tempo real de cada projeto. Depois de alguns meses, você descobre quais tipos de trabalho pagam bem por hora e quais consomem o cronograma sem retorno.
E revise o valor periodicamente. Preço que não sobe com a experiência e com os custos encolhe em termos reais todo ano.
Site e aplicativo
O usuário tem um negócio e precisa de site, aplicativo ou presença digital.