Negócios e impostos
Calculadora de preço de venda
Monte o preço de venda somando custo, despesas variáveis, impostos, comissão e a margem que você quer manter, sem deixar nenhuma fatia de fora.
Informe seus dados
Monta o preço somando custo, despesas variáveis, impostos, comissão e a margem que você quer manter.
O preço é construído de trás para frente
A forma intuitiva de precificar é somar uma porcentagem ao custo. A forma correta é reconhecer que o preço precisa comportar várias fatias proporcionais a ele próprio.
Impostos sobre venda, comissão, taxa de cartão ou de marketplace e a margem desejada são percentuais do preço, não do custo. O custo do produto é o único item fixo em reais nessa conta.
Por isso o cálculo parte da soma dos percentuais que saem do preço. O que sobra dessa soma é o espaço que o custo pode ocupar. Divide-se o custo por esse espaço e chega-se ao preço.
O que precisa entrar
Custo direto. Mercadoria comprada, matéria-prima, mão de obra direta aplicada no produto ou serviço.
Despesas variáveis. Embalagem, frete de saída quando não repassado, perdas e quebras estimadas.
Tributos sobre a venda. A carga depende do regime tributário e da atividade. Apure a alíquota efetiva que se aplica ao seu caso e informe esse número; não use percentuais de terceiros.
Comissão e taxas. Vendedor, representante, taxa da maquininha, comissão de marketplace, taxa de gateway.
Margem desejada. O que precisa sobrar para pagar custos fixos e gerar lucro.
O custo fixo pode entrar de duas formas: como percentual estimado dentro do cálculo, o que exige uma projeção de faturamento, ou fora dele, deixando a margem de contribuição pagar os fixos. A segunda forma é mais transparente.
Os erros que aparecem no fim do mês
Esquecer o pró-labore. Trabalho do dono é custo. Negócio que só dá lucro porque o dono não se paga não dá lucro.
Ignorar o custo de reposição. Em cenário de preços em alta, precificar pelo custo histórico do estoque descapitaliza. O preço precisa comportar comprar de novo.
Não considerar prazo de recebimento. Vender parcelado em muitas vezes com recebimento antecipado tem custo financeiro. Vender a prazo sem antecipar exige capital de giro.
Usar o mesmo percentual em todo o catálogo. Giro, capital parado e esforço de venda variam por item.
Quando o mercado não paga o preço calculado
O preço calculado é o mínimo tecnicamente sustentável. Se ele fica acima do que o cliente aceita, há quatro caminhos e nenhum deles é vender assim mesmo.
Reduzir custo direto, negociando compra ou reformulando o produto. Reduzir despesas proporcionais, trocando canal ou meio de pagamento. Reduzir margem conscientemente, sabendo o efeito no ponto de equilíbrio. Ou não vender aquele item.
Vale também revisar o posicionamento. Preço é sinal de valor, e disputar por preço em mercado com concorrentes maiores costuma ser a pior estratégia para um negócio pequeno.
Recalcule sempre que mudarem custos, tributos ou taxas de meio de pagamento.