Casa e imóveis
Guia da compra de imóvel do início ao registro
A compra de um imóvel tem uma ordem própria. Cada etapa depende de uma decisão tomada na anterior, e pular uma delas é o que faz o negócio travar no cartório ou no banco.
Etapa 1: quanto você consegue comprar
A decisão aqui não é qual imóvel você quer, e sim qual valor total você suporta.
Some recursos próprios, saldo de FGTS disponível para uso na moradia e o limite de crédito que os bancos aprovam para a sua renda e o seu perfil.
Depois separe, fora dessa conta, o dinheiro dos custos de aquisição. Imposto de transmissão, escritura e registro são pagos uma vez, somam um percentual relevante do valor do imóvel e raramente entram no financiamento.
O que sobra é o teto real. Comprar no limite absoluto desse teto elimina qualquer margem para imprevisto, e imprevisto é a regra nessa operação.
Etapa 2: financiar ou não, e em que condições
Se houver financiamento, decida três coisas: o valor da entrada, o prazo e o sistema de amortização.
Entrada maior reduz juros totais, mas consome a reserva de emergência. Prazo longo alivia a parcela e encarece muito o custo final. Sistemas de amortização diferentes produzem parcelas iniciais e curvas de saldo devedor distintas.
Compare propostas de mais de um banco pelo custo efetivo total, que inclui seguros e tarifas, e não pela taxa de juros anunciada.
Etapa 3: escolher o imóvel com a documentação em vista
Nesta fase a decisão deixa de ser só financeira. Um imóvel com pendência documental pode ser inegociável para quem depende de crédito bancário.
Verifique cedo se existe matrícula individualizada, se a construção está averbada e se o vendedor é o proprietário registrado.
Preço abaixo do mercado quase sempre tem uma explicação documental. Descobrir qual é antes da proposta poupa meses.
Etapa 4: checagem documental
Duas frentes. O imóvel, pela matrícula, pela certidão de ônus e pelas quitações de tributos e de condomínio. E os vendedores, pelas certidões judiciais e de protesto, que revelam risco de a venda ser anulada depois.
A decisão desta etapa é seguir, renegociar ou desistir. Ela precisa ser tomada antes de qualquer pagamento relevante.
Etapa 5: contrato preliminar
A promessa de compra e venda fixa preço, prazos e, principalmente, as condições que permitem desfazer o negócio sem perda: certidões em ordem, crédito aprovado e avaliação bancária compatível com o valor acertado.
É aqui que se decide quem paga o quê e a partir de quando as despesas passam ao comprador.
Etapa 6: tributos e escritura
O imposto de transmissão é recolhido antes da lavratura, conforme a legislação do município ou, no Distrito Federal, a legislação distrital.
Com o imposto pago, o cartório de notas lavra a escritura. Em compra financiada, o contrato do banco cumpre esse papel.
Etapa 7: registro
A propriedade se transfere no registro do título na matrícula, no cartório de registro de imóveis da circunscrição do imóvel. Não antes.
A decisão desta etapa é uma só: não adiar. Cada dia entre a assinatura e o registro é um dia em que o imóvel ainda está formalmente com o vendedor, exposto a penhora, a novo negócio ou a inventário.
Ao final, guarde a certidão de matrícula atualizada. É ela que prova a propriedade.
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- ComparadorComprar x alugarCompare o custo de comprar financiado com o de alugar investindo a diferença, no mesmo horizonte de tempo.
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- GuiaFGTS no imóvelRequisitos para usar o Fundo de Garantia na entrada, na amortização ou na quitação, e o que impede o uso.
Fontes oficiais
- Constituição Federal, competências tributárias
- Código Tributário Nacional
Conteúdo revisado em 09/09/2026.