Veículos e viagens
Simulador de financiamento de veículo
A parcela de um financiamento depende do valor financiado, do prazo e da taxa. O que muda a decisão, porém, é o custo total pago ao longo do contrato, e não o tamanho da prestação.
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Serve para carro e moto. A mecânica é a mesma; o que muda são os valores e o prazo praticado.
Prazo longo reduz a parcela e aumenta o total
Alongar o prazo diminui a prestação mensal, o que faz a compra parecer mais acessível. Mas cada mês adicional é mais um mês de juros sobre o saldo devedor.
O resultado é uma troca direta: parcela menor hoje, custo total maior no fim. Em prazos muito longos, o montante de juros pode se aproximar de uma fração significativa do valor do próprio veículo.
Há um efeito adicional pouco lembrado. Como o veículo deprecia mais rápido nos primeiros anos e a amortização inicial é lenta, contratos longos costumam passar um período em que o saldo devedor supera o valor de mercado do carro. Nesse intervalo, vender o veículo significa quitar mais do que ele vale.
Entrada maior muda mais do que parece
Aumentar a entrada reduz o valor financiado, e portanto os juros incidem sobre uma base menor.
Além disso, entrada maior costuma melhorar a taxa oferecida, porque reduz o risco do credor. É uma economia dupla, que não aparece em uma simulação que mantenha a taxa fixa.
Vale conferir também se há custo de oportunidade relevante no dinheiro usado como entrada. Se a taxa do financiamento supera o rendimento líquido da aplicação, dar entrada maior é matematicamente vantajoso.
O que o CET revela
A propaganda destaca a taxa mensal. O custo efetivo total é o número que importa, porque incorpora tudo o que se paga além dos juros.
Entram nele tarifa de cadastro, tarifa de avaliação do bem, imposto sobre operações financeiras, registro do gravame no órgão de trânsito e seguros contratados junto com a operação.
Peça o CET por escrito de cada proposta. Duas ofertas com a mesma taxa nominal podem ter custos efetivos bem diferentes, e a instituição é obrigada a informá-lo antes da contratação.
Fique atento a produtos vendidos como opcionais que aparecem embutidos: seguro prestamista, proteção financeira e serviços agregados aumentam a parcela e nem sempre foram escolhidos conscientemente.
Alienação fiduciária e quitação antecipada
No financiamento de veículo, a garantia usual é a alienação fiduciária: o carro fica em nome do comprador com gravame registrado, e a propriedade só se consolida com a quitação.
Isso significa que o veículo não pode ser vendido livremente enquanto houver saldo, e que o inadimplemento leva à busca e apreensão por procedimento próprio, mais rápido que uma cobrança comum.
Por outro lado, o consumidor tem direito à redução proporcional dos juros na quitação antecipada, total ou parcial. Amortizar reduzindo o prazo economiza mais juros do que reduzir o valor da parcela mantendo o prazo.
Antes de assinar, simule o mesmo valor em prazos diferentes e compare o total pago, não só a prestação. É essa comparação que revela o preço real do crédito.
Perguntas frequentes
- Qual a diferença entre taxa de juros e CET?
- A taxa de juros remunera o dinheiro emprestado. O custo efetivo total incorpora também tarifas, seguros embutidos, registro do gravame e impostos, e por isso é sempre maior. É o CET que permite comparar propostas de bancos diferentes.