Dinheiro e crédito
Simulador de empréstimo pessoal
Calcule a parcela, o total de juros e o custo final de um empréstimo pessoal a partir da taxa oferecida e entenda o que muda de uma modalidade para outra.
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Da taxa até a parcela
O empréstimo pessoal costuma ser calculado em sistema de prestação fixa. A partir do valor liberado, da taxa mensal e do número de parcelas, chega-se à prestação que quita a dívida no prazo.
Cada prestação carrega juros sobre o saldo devedor e uma fatia de amortização. No início a maior parte é juro; no fim, quase tudo é principal.
O total pago é a prestação multiplicada pelo número de parcelas. A diferença entre esse total e o valor liberado é o custo do crédito em reais, que costuma ser o número mais eloquente da simulação.
Por que as taxas variam tanto
Crédito com garantia custa menos que crédito sem garantia, porque o risco do credor é menor.
| Modalidade | Garantia | Posição relativa de custo |
|---|---|---|
| Consignado | Desconto em folha ou benefício | Entre as mais baratas |
| Com garantia de imóvel ou veículo | Bem alienado | Baixa |
| Pessoal sem garantia | Nenhuma | Alta |
| Cartão parcelado com juros | Nenhuma | Alta |
| Rotativo do cartão e cheque especial | Nenhuma | Entre as mais caras |
A tabela ordena modalidades, não afirma valores. As taxas efetivas mudam por instituição, perfil de risco, prazo e momento de mercado, e precisam ser consultadas caso a caso.
Antes de contratar um empréstimo pessoal, vale verificar se você tem acesso a alguma modalidade com garantia. A diferença de custo entre categorias costuma ser maior que qualquer negociação dentro de uma delas.
O que a parcela não mostra
Simulações comerciais costumam destacar a prestação, porque é o número que parece pequeno. Ela esconde três coisas.
O prazo. Alongar derruba a parcela e aumenta o total de juros. Em crédito caro, alongar prazo é caro.
As tarifas e seguros. Tarifa de cadastro e seguro prestamista entram no custo e não aparecem na taxa nominal.
O valor liberado. Quando encargos são descontados na liberação, você recebe menos do que contratou e paga juros sobre o total contratado.
Peça sempre o Custo Efetivo Total. Ele reúne tudo isso em uma taxa comparável.
Antes de assinar
Confirme o valor exato que cai na conta e a data da primeira parcela. Carência longa parece boa e acumula juros no período.
Verifique a regra de quitação antecipada. Você tem direito à redução proporcional dos juros ao antecipar parcelas, e a instituição deve informar o valor com desconto.
Some as parcelas às demais dívidas e cheque quanto isso compromete da renda mensal. Comprometimento alto reduz a capacidade de reagir a imprevistos.
E considere a alternativa mais simples: trocar dívida cara por dívida barata quase sempre libera mais orçamento que qualquer corte de despesa. A decisão de contratar continua sendo do leitor; esta página explica o mecanismo e os custos.