Dinheiro e crédito
Guia do crédito: comparar antes de assinar
Antes de escolher a modalidade, defina para que serve o dinheiro, quanto do orçamento a parcela pode ocupar e qual o custo efetivo de cada proposta na mesa.
Primeiro: a finalidade define a modalidade
Crédito não é uma coisa só. A finalidade determina quais garantias existem e, por consequência, quanto ele custa.
Quando há garantia real, como imóvel ou veículo, o risco do credor cai e a taxa cai junto. Quando o desconto é em folha ou em benefício, o mesmo raciocínio vale. Crédito sem garantia e crédito rotativo estão na outra ponta.
A pergunta inicial é honesta: isso é uma compra planejada, uma emergência ou a troca de uma dívida cara por uma mais barata. Cada resposta leva a um produto diferente.
Segundo: quanto cabe no orçamento
Antes de olhar taxa, defina o teto de parcela. Levante a renda líquida, os gastos fixos e a sobra real dos últimos meses, não a sobra ideal.
A parcela precisa caber na sobra com folga, porque a folga é o que absorve imprevisto. Parcela que consome toda a margem transforma qualquer despesa inesperada em nova dívida.
Prazo longo reduz a parcela e aumenta o total pago. Prazo curto faz o inverso. Escolher prazo é escolher onde você quer sentir o custo.
Terceiro: comparar pelo custo efetivo
Taxa nominal não compara nada. O que compara é o Custo Efetivo Total, que reúne juros, tarifas, tributos e seguros embutidos na operação, expresso em base anual.
Instituições são obrigadas a informar o CET antes da contratação. Peça por escrito, nas mesmas condições de valor e prazo, e coloque as propostas lado a lado.
Verifique também o que está embutido: seguro prestamista opcional, tarifa de cadastro, tarifa de avaliação de garantia. Itens opcionais podem ser recusados.
Quarto: entender a dívida que você já tem
Se já existe dívida, a ordem muda. Antes de contratar algo novo, mapeie o que está aberto, com taxa e saldo de cada contrato.
Rotativo do cartão e cheque especial costumam ser as linhas mais caras do sistema. Substituí-las por crédito mais barato reduz o custo, desde que o limite liberado não seja usado de novo.
Portabilidade e renegociação são caminhos legítimos. Em ambos, o critério continua sendo o CET comparado, não o valor da parcela isolado.
Quinto: ler o contrato antes de assinar
Confira o valor liberado, o número e o valor das parcelas, a data do primeiro vencimento, os encargos de atraso e as condições de quitação antecipada.
Você tem direito a amortizar ou quitar antes do prazo com desconto proporcional dos juros futuros. Contratos que dificultam isso merecem atenção.
Crédito bem usado antecipa um objetivo que você já conseguiria alcançar. Crédito mal usado antecipa um problema. A diferença está inteira nas contas feitas antes da assinatura.
Ferramentas deste assunto3 páginas
- SimuladorEmpréstimo pessoalCalcule a parcela, o total de juros e o custo final de um empréstimo pessoal a partir da taxa oferecida.
- CalculadoraCETDescubra o custo real de um empréstimo somando juros, tarifas, seguros e tributos em uma única taxa comparável.
- SimuladorConsignadoCalcule a parcela do consignado e verifique se ela cabe na margem consignável da sua renda.