Calculadora DF

Informe seus dados

Verifica se o número é matematicamente válido pelo dígito verificador. Não consulta nenhuma base de dados.

A verificação é apenas matemática. Ela não informa se o documento existe, a quem pertence ou qual a sua situação cadastral. Nenhum dado é enviado para servidor.

O que o dígito verificador faz

CPF e CNPJ terminam em dois dígitos que não são escolhidos: eles são calculados a partir dos dígitos anteriores.

O cálculo multiplica cada algarismo por um peso definido, soma os produtos e aplica uma operação de resto de divisão para chegar ao dígito. O segundo dígito repete o procedimento, já incluindo o primeiro no cálculo.

A função disso é detectar erro de digitação e de transcrição. Trocar dois algarismos de lugar ou digitar um número errado quase sempre quebra a coerência, e o sistema recusa o dado antes de gravá-lo.

É um mecanismo de consistência, criado para evitar erro humano. Não é, e nunca foi, um mecanismo de autenticação.

O que a verificação não faz

Vale ser explícito, porque essa é a confusão mais comum e a mais perigosa.

A ferramenta não consulta a base da Receita Federal. Não informa nome, razão social, endereço nem qualquer dado pessoal. Não diz se o cadastro está regular, suspenso, cancelado ou baixado. Não diz se a pessoa existe. E não indica se o número está sendo usado por quem o apresentou.

Um número gerado artificialmente seguindo a regra de cálculo passa na verificação exatamente como um número real. Por isso o resultado positivo significa apenas uma coisa: o formato está coerente.

Casos que a regra rejeita explicitamente

Sequências com todos os algarismos iguais satisfazem a aritmética do cálculo, mas são rejeitadas por convenção, justamente porque seriam aceitas por acidente matemático e não correspondem a cadastros válidos.

Também são rejeitados números com quantidade de dígitos diferente da esperada. Pontos, traços e barras são apenas formatação de apresentação e não entram no cálculo.

Há ainda uma informação estrutural pouco conhecida no CPF: um dos algarismos anteriores aos dígitos verificadores está associado à região fiscal em que o cadastro foi originalmente emitido. Isso não valida nada por si só e não deve ser usado para inferir residência atual.

Quando é preciso consultar de verdade

Para saber se um cadastro existe e qual a sua situação, o caminho é a consulta oficial nos canais da Receita Federal, feita diretamente pelo titular ou dentro das hipóteses e finalidades que a legislação de proteção de dados admite.

Em cadastro de clientes, contrato e emissão de nota fiscal, a verificação matemática serve como primeira barreira contra erro de digitação. Ela precisa ser seguida de conferência documental e, quando cabível, de consulta oficial.

Tratar o resultado desta página como prova de identidade é o erro que a ferramenta existe para não induzir.

Perguntas frequentes

Se o número passou na validação, ele é real?
Não. A validação confirma somente que a estrutura matemática está coerente. Um número inventado que respeite a regra de cálculo passa igualmente. Só a Receita Federal informa se um cadastro existe e qual a sua situação.

Fontes oficiais

  • federalReceita Federal do Brasil

Conteúdo revisado em 09/09/2026.