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Distribui o orçamento pelas etapas da obra usando proporções típicas de construção residencial.

R$
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meses

Por que dividir por etapa

O custo total de uma obra diz pouco sobre a sua viabilidade. O que quebra obra não é o valor final: é o descompasso entre o desembolso exigido em um mês e o dinheiro disponível naquele mês.

Separar em etapas resolve duas coisas ao mesmo tempo. Mostra o fluxo de caixa necessário, e cria pontos de controle: ao fim de cada fase é possível comparar previsto e realizado, e corrigir a rota enquanto ainda há rota.

Obras interrompidas na metade custam bem mais que obras planejadas, porque material estocado se perde, estrutura exposta se deteriora e a equipe precisa ser remontada.

As etapas na ordem em que consomem dinheiro

Serviços preliminares. Limpeza do terreno, canteiro, ligações provisórias, locação da obra. Etapa barata e frequentemente esquecida.

Fundação. É a etapa com maior incerteza. Sem sondagem do solo, o custo é chute. Terreno ruim pode multiplicar essa linha.

Estrutura. Concreto, aço e formas. Alta concentração de material e de desembolso em pouco tempo.

Alvenaria e cobertura. Fechamento vertical e telhado. A partir daqui a obra fica protegida da chuva, o que muda o ritmo.

Instalações. Hidráulica, elétrica, esgoto, gás, dados. Muito trabalho embutido em paredes já levantadas, o que torna mudança de projeto cara nesta fase.

Revestimentos e acabamento. A etapa mais longa e a que mais varia com escolha pessoal. Duas casas idênticas até aqui podem divergir enormemente daqui para frente.

Serviços finais. Louças, metais, vidros, pintura final, limpeza, habite-se.

Onde os orçamentos erram

O primeiro erro é orçar só material. Mão de obra é parcela grande e, em obra por administração, costuma ser subestimada porque depende do prazo, e o prazo sempre escorrega.

O segundo é ignorar a perda. Todo material tem quebra, recorte e sobra, e o percentual varia por tipo de serviço.

O terceiro é orçar acabamento no início da obra com preço de hoje e comprar dois anos depois. Materiais de acabamento são a maior fatia e a última a ser adquirida, exposta a toda a inflação do período.

O quarto é não reservar contingência. Obra sem folga orçamentária é obra que para.

Acompanhar é mais importante que prever

Registre o gasto real por etapa à medida que ele acontece e compare com o previsto. Um desvio detectado na fundação ainda pode ser compensado no acabamento. O mesmo desvio descoberto no fim já virou dívida.

Guarde notas fiscais organizadas por etapa. Além do controle, elas comprovam o custo de construção para a averbação do imóvel e para o cálculo de ganho de capital em uma venda futura.

Construção no DF

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